Eu não comecei buscando autoestima. Comecei tentando impedir que minha história se repetisse nos meus filhos.
Foi investigando minha própria morte em vida que entendi uma verdade simples e brutal: muita dor poderia ter sido evitada se eu tivesse tido discernimento, limite e posicionamento.
Nunca me contentei com “eu acho”. Minha mente procura a raiz, o padrão, o detalhe escondido, a repetição, a omissão, a consequência e o fruto.
Isso me cansa. Sim. Nem qualquer prazer me diverte. Nem qualquer surpresa me surpreende. Minha mente vê o lado oposto em tudo, e isso nem sempre é confortável.
Mas foi justamente essa forma de pensar que me salvou. Quando parei de aceitar o show da superfície, comecei a entender os bastidores da minha própria história.
Durante muitos anos, vivi o que hoje chamo de morte em vida: respirando, cuidando, funcionando e seguindo em frente, enquanto minha identidade, autoestima, libido, voz e presença eram apagadas por dentro.
Eu não estava morta. Mas também não estava inteira.
A virada não veio como cena bonita de filme. Veio quando percebi minha história tentando se repetir na vida dos meus filhos. Ali, a mãe levantou antes da mulher.
Se os frutos estão ruins, não basta reclamar da colheita. É preciso investigar solo, raiz, tronco, galhos, pragas, poda e adubo.
Parar de viver sequestrada pelo medo, pela culpa, pela carência ou pela validação externa.
Proteger seu território emocional sem invadir o território do outro.
Escolher pelo fruto que você quer colher amanhã, não pelo impulso que grita hoje.
Uma menina criada em um ambiente pobre, rígido e dogmático, onde autocuidado parecia luxo, vaidade ou pecado. Antes de saber cuidar do cabelo, do corpo ou da imagem, ela aprendeu a sobreviver.
Relacionamentos se tornaram espelhos duros. Em vez de apenas viver amor, ela começou a investigar padrões, feridas, escolhas e permissões.
Quando viu sua história tentando alcançar os filhos, a busca deixou de ser apenas pessoal. Era preciso interromper uma repetição.
Autoconhecimento, comportamento humano, relacionamentos, presença, imagem, DISC, formações e observação intensa viraram ferramentas de reconstrução.
Nasceram o Relacione-se, o Método Posicione-se™, a Árvore do Discernimento, o Magnetus, o MINDSETmagro e os livros que organizam sua travessia.
Livro autobiográfico sobre feminicídio emocional, apagamento interno e reconstrução.
Método de discernimento, limites, responsabilidade e reposicionamento.
Protocolo de presença, autoestima, postura emocional e magnetismo comportamental.
Desobesidade emocional: corpo como fruto, mente como solo e escolha como semente.
Ferramenta para subir na árvore, suspender julgamento e descer com decisão.
Minha forma de investigar evidências, bastidores, padrões e frutos.
Relacione-se nasceu quando entendi que eu não precisava buscar fora todos os recursos que ainda não sabia acessar dentro de mim.
Meu trabalho é ajudar pessoas a investigarem seus padrões, reconhecerem seus modos operantes, acessarem recursos internos e se reposicionarem com mais presença, consciência e responsabilidade.
Não falo de uma vida perfeita. Falo de perseverança. De recomeço. De todos os dias escolher não abandonar a própria árvore.
Se você chegou até aqui, talvez algum fruto também esteja tentando te mostrar alguma coisa.